O primeiro contato que tive com Pablo Neruda foi assistindo ao filme "O carteiro e o poeta". Um filme lindo, no qual entendemos o que é a poesia e como o cinema pode ser poético. Mas o filme é do Massimo Troisi, com um dos personagens mais singelos e pungentes do cinema.
Mas no filme "Patch Adams", em um momento importante da história, o personagem título recita uma poesia que é tão maravilhosa que eu quando acabei de ver a cena fui direto para a internet tentar achar tal poema. E descobri Pablo Neruda: o poema é uma das mais belas descrições do que é amar.
Assim, quando comecei a preparar a viagem para o Chile e descobri que suas residências tinham se transformado em museu, decidi que iria conhecer as 03. E é isso que vou mostrar no próximo post. Abaixo o poema que me deixou maravilhado: é do livro "Cem sonetos de amor".
Soneto XVII
Não te amo como se fosses rosa de sal, topázio
ou flecha de cravos que propagam o fogo:
te amo como se amam certas coisas obscuras,
secretamente, entre a sombra e a alma.
Te amo como a planta que não floresce e leva
dentro de si, oculta, a luz daquelas flores,
e graças a teu amor vive escuro em meu corpo
o apertado aroma que ascendeu da terra.
Te amo sem saber como, nem quando, nem onde,
te amo diretamente sem problemas nem orgulho:
assim te amo porque não sei amar de outra maneira,
senão assim deste modo em que não sou nem és
tão perto que tua mão sobre meu peito é minha
tão perto que se fecham teus olhos com meu sonho.
Pablo Neruda
Mostrando postagens com marcador Soneto. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Soneto. Mostrar todas as postagens
domingo, 8 de março de 2009
Assinar:
Postagens (Atom)