segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

FILME: "Homens e Deuses"

Neste mundo de intolerância constante, no qual qualquer coisa pode ser motivo de separação e em alguns casos de perseguição, o filme "Homens e Deuses" (Des hommes et des dieux), dirigido por Xavier Beauvois, um grupo de frades católicos e uma população muçulmana mostram como existe possibilidade de convivência entre os diferentes.
Num ritmo lento e contemplativo, o filme mostra a rotina de um grupo de frades franceses numa comunidade da Argélia, que em 1996, em meio a uma sangrenta guerra civil, têm que tomar uma difícil decisão: ficar ou partir.
O diretor não deixa esquecer a questão do imperialismo francês na África (no caso na Argélia), da dificuldade que temos em aceita posições de neutralidade e também do ser humano que existe dentro de qualquer vestimenta (seja um hábito de monge, um uniforme do exércio, um "uniforme" de mulçumano extremista - preste atenção na cena do Natal).
Como já disse, não é um filme ágil, nem simples, mas um filme belíssimo e daqueles que servem para nos mostrar como, ainda, existe chance para este nosso mundo.
Baseado em fatos reais.

domingo, 22 de janeiro de 2012

FILME: "Estamos juntos"

Como já disse, não nasci pra ser crítico de cinema, pois minhas indicações são sempre de filmes que me tocam a alma, e assim perco a objetividade e não analiso tecnicamente... Mas sou assim e assim acho que consigo gostar de muita coisa e ver algo de bom em tudo...

Agora vou falar de um filme brasileiro LINDO... "Estamos juntos", com Leandra Leal em uma atuação soberba e falando de um assunto extremamente atual. O tema é como hoje nos afastamos das pessoas, como nos deixamos afastar... É uma lição de vida... Como devemos começar a olhar para o lado, ver como estamos rodeado de pessoas... como ESTAMOS JUNTOS neste mundo complicado.

Com um roteiro simples e correto, com um final divino (pra fazer pensar sobre amizades)... e com Elza Soares cantando Paciência... É de emocionar...

Assista, reflita, e perceba o quanto precisamos de pessoas ao nosso lado...

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Meryl Streep ganhou mais uma vez

... o Globo de Ouro. Tomara que seja desta vez que a Meryl ganhe o seu segundo Oscar de melhor atriz, que ela merece desde que ganhou o Oscar por "A escolha de Sofia". Tudo que esta ATRIZ faz é perfeito (e olha que a Pauline Kael disse que ela era perfeita demais...). Só alguns exemplos: Francesca (Pontes de Madison), Lindy Chamberlain (Um grito no escuro), Miranda (O Diabo Veste Prada), Eleanor Shaw (Sob o domínio do mal), Helen (Ironweed).... e todos os outros que ela foi indicada ou não.

Deviam criar uma categoria melhor atriz e MERYL STREEP. Mas eu quero ver ela ganhando um Oscar... porque perder da Sandra Bullock ela não merecia...

Vamos torcer...DE NOVO... e quem sabe dessa vez vai...

Filme: "Lugares Comuns"

A Argentina tem dois Oscars, mas sabemos que prêmio não significa competência ou bom cinema. Mas que eles sabem muito bem como fazer um filme bem feito já não tenho qualquer dúvida. Assistir ao filme "Lugares Comuns" é ver como se escrever um roteiro enxuto e bem amarrado a partir de uma situação simplória (a apososentadoria de um professor universitário), é perceber como fazer um filme falando do individual, mas de como ele é influenciado pelo coletivo (a crise argentina, a ditadura, o exílio voluntário ou não), é ver como uma atriz pode ser grandiosa, esplendora, sem fazer um tipo, mostrando como o detalhe diferencia atrizes de pessoas que acham que atuam (Mercedes Sampietro, como Lili, é uma das mais belas interpretações que já vi). Ou seja, roteiro, direção e atuação primorosos - ou como fazer um pequeno grande filme.

Se isso não bastar, assista somente a uma cena: uma fala do professor para os seus alunos, no seu último dia, dizendo o que é ensinar... Se essa cena não fizer você refletir, assista BigBrother.

sábado, 27 de agosto de 2011

Filme: O planeta dos macacos - a origem

Se você gostou do Golum (e do Smeagol) em "O senhor dos anéis", prepare-se para outra estupenda interpretação de Andy Serkis. Ele é responsável por criar o personagem mais humano do filme (e com emoções mais precisas): o macaco Cesar. A interpretação de Serkis mostra como ainda um close e um olhar conseguem transmitir mais sensações e intenções do que a verborragia.

E como um robô nos mostrou o que é importante neste mundo (lembra-se de Wall-e jogando o anel de diamantes fora?), Cesar nos lembra (e aos nossos governantes) o que faz a diferença entre força e fraqueza.

Amor é a outra idéia que move o filme: o amor de uma mãe e sua doação para proteger sua cria, o amor de um filho pelo pai, o amor de um amigo por aquele que salvou sua vida.

Tecnicamente impecável, emocionante na medida certa, e cheio de referências aos outros filmes. Mas se você não assistiu aos demais filmes da série "Planeta dos macacos" não importa.

Prepare-se.

sábado, 20 de agosto de 2011

Paris na tela: Meia-noite em Paris

Logo, logo, começo alguns posts sobre uma viagem recente para a França. E hoje, assistindo a "Meia-noite em Paris", de Woody Allen me lembrei da viagem. E o engraçado foi que, como o filme propaga, não são os cartões postais que fazem você se apaixonar por Paris. Mas é a simplicidade de andar pelas ruas, sentar num café, comer um baguete, sentar numa praça, entrar numa igreja e ve-la não somente como um local turístico, tomar vários cafés. São as sensações é que ficam de qualquer viagem. Para qualquer lugar que você vá mais importante do que ver é sentir.

E a mensagem do filme vale para qualquer lugar e tempo: o que importa é onde você se sente feliz.

E o filme traz uma lição para todos: como é ridículo o pedantismo. O saber sem sentir é muito falso.

Sobre o filme: um texto magnífico, um humor mordaz, um monte de referências interessantes, um petardo nos "pseudointelectuais", uma ode à vida. Assista despretensiosamente. Você não precisa conhecer todos os artistas citados para entender a mensagem.


domingo, 26 de junho de 2011

Z

Acabei de assistir o filme Z, de Costa-Gavras, e este já entrou para minha lista de favoritos. Político, sem ser chato, dinâmico, sem ser raso. Um dos melhores roteiros que já vi. Atuações primorosas e personagens críveis. Para quem é estudante de história é a chance de ver no cinema o que chamamos de "a história vista de baixo." Quem desmonta a trama são pessoas simples, do povo, que normalmente não aparecem nas grandes histórias.

Um marco.